Acidentes com ciclistas crescem 46% em 2025 em Natal, aponta STTU
Os acidentes envolvendo ciclistas em Natal aumentaram 46% em 2025, segundo dados da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU), em comparação com o ano a...
Os acidentes envolvendo ciclistas em Natal aumentaram 46% em 2025, segundo dados da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU), em comparação com o ano anterior. As informações são do g1 RN. De acordo com a pasta, três pessoas morreram e 37 ficaram feridas em acidentes com bicicletas no ano passado. Em 2024, foram registrados 20 acidentes, com quatro mortes. Segundo a STTU, a região que mais concentrou acidentes em 2025 foi a Zona Norte de Natal, em dois pontos específicos: na Avenida João Medeiros Filho e na BR-101 Norte. No ano passado, após a morte do médico oftalmologista Araken Britto, que foi atropelado por um caminhão enquanto pedalava em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, houve discussões públicas sobre segurança para ciclistas, mas não avançaram, segundo a Associação de Ciclistas do RN. Segundo Daniel Russo, em entrevista a Inter TV, um dos representantes da associação, o Poder Público se interessou em dialogar, houve reuniões com a STTU e audiência pública na Câmara Municipal, mas não houve encaminhamentos posteriores. “Mostramos a carta de prioridade dos ciclistas, garantindo várias pautas que garantam segurança, o direito de ir e vir, bicicletários na cidade… Infelizmente foi esquecido, porque depois não conseguimos mais nenhuma resposta, nem nada”, falou. Ampliação da malha cicloviáriaA STTU informou que, até 2028, a previsão é que a malha cicloviária de Natal tenha acréscimo de cerca de 110 quilômetros, o que pode dobrar a cobertura atual, que também é de aproximadamente 110 km. Segundo a secretaria, 30 quilômetros de ciclofaixas devem ser concluídos ainda neste ano, a maior parte em corredores de avenidas da Zona Norte. “A malha cicloviária traz uma segurança pra quem transita e ajuda também a quem circula na região a poder enxergar essas pessoas que transitam de forma invisível no trânsito”, explicou o secretário adjunto da STTU, Newton Filho. De acordo com o secretário adjunto, os ciclistas geram cerca de 7% dos deslocamentos na capital. “Ter estruturas como ciclovias, ciclofaixas, placas indicativas ajuda a quem transita na região a observar as pessoas que utilizam a bicicleta não só como instrumento de lazer, mas, sim, como instrumento de transporte para o trabalho, para a escola, para a resolução de um problema ao longo do seu dia”, reforçou. Enquanto novas ciclofaixas não são implantadas, ciclistas relatam dificuldades em alguns trechos da capital. O carpinteiro Paulo Júnior pedala diariamente entre Mãe Luiza, na Zona Leste, e Redinha, na Zona Norte. “No caminho inteiro, não [tem ciclofaixa]. Acho que nem a metade, uns 30% de ciclovia, e 70% ando arriscando com os carros e com os pedestres”, relatou. Daniel Russo afirmou que a rotina exige atenção constante. “Ando sempre com essa de prestar muita atenção, ter muito cuidado. Existe uma fiscalização, mas é precária, ela não está no local certo, na hora certa”, relatou. “Então, o que a gente solicita é que a fiscalização exista, que os espaços sejam respeitados para que a gente tenha uma cidade mais harmônica com direito para todos”, completou.