Entenda como a guerra implodiu a vaga da seleção no Mundial
O clima de guerra no Oriente Médio acabou transbordando para o gramado e o impacto é definitivo: o Irã está fora da Copa do Mundo de 2026. O anúncio veio d...
O clima de guerra no Oriente Médio acabou transbordando para o gramado e o impacto é definitivo: o Irã está fora da Copa do Mundo de 2026. O anúncio veio direto do ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Doyanmali, que deixou claro que não há a menor possibilidade de o país enviar sua seleção para um torneio sediado nos Estados Unidos após o assassinato do líder supremo, Ali Khamenei. O conflito que travou a chuteira Desde o ano passado, a tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel vinha escalando, e a dúvida sobre a participação iraniana na Copa já era grande. O sorteio dos grupos só piorou as coisas. O Irã caiu no Grupo G, com jogos marcados para a Califórnia e Washington, justamente em solo americano. A situação ficou ainda mais tensa por causa de detalhes simbólicos: Boicote no sorteio: O Irã nem mandou representantes para o evento em Washington. O "Pride Game": Um dos jogos do grupo estava agendado para o dia do Orgulho LGBT+ em Seattle. Como o Irã segue a lei islâmica (sharia), a federação do país classificou a escolha como "irracional". Quem herda a vaga? O Irã era uma das potências da Ásia e garantiu a classificação com o pé nas costas, liderando seu grupo nas Eliminatórias. Agora, a Fifa corre contra o tempo para decidir quem assume o lugar. O cenário mais provável envolve o Iraque, que está na repescagem intercontinental. Se os iraquianos não passarem pelo minitorneio, a vaga pode cair no colo dos Emirados Árabes Unidos. O problema é que a logística está um caos: a Federação Iraquiana já pediu para adiar seus jogos de março porque o espaço aéreo na região está perigoso demais por causa dos bombardeios. Trump e Infantino nos bastidores Enquanto o bicho pega no Oriente Médio, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tenta equilibrar os pratinhos. Ele chegou a postar que Donald Trump garantiu que a seleção do Irã seria bem-vinda nos EUA. Só que o governo iraniano não quis saber de conversa. Para eles, competir na casa do inimigo depois dos ataques recentes seria impossível. Até agora, a Fifa não deu um parecer oficial sobre como vai reorganizar a tabela ou confirmar o substituto, mas o fato é que o Mundial de 2026 já começa com uma ferida diplomática aberta.