Internações de mulheres por infarto mais que dobram no RN em 10 anos

Inter 2 - edição de segunda -feira, 23/03/2026 O número de internações por infarto em mulheres mais que dobrou no Rio Grande do Norte nos últimos 10 anos ...

Internações de mulheres por infarto mais que dobram no RN em 10 anos
Internações de mulheres por infarto mais que dobram no RN em 10 anos (Foto: Reprodução)

Inter 2 - edição de segunda -feira, 23/03/2026 O número de internações por infarto em mulheres mais que dobrou no Rio Grande do Norte nos últimos 10 anos e tem preocupado especialistas. Dados da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) apontam que foram mais de 9 mil casos entre 2014 e 2024 — um salto de 603 para 1.383 internações no período, o que representa um aumento de 129%. A tendência de crescimento continua. Em 2025, o estado registrou mais de 1.700 internações por infarto em mulheres, reforçando o alerta para a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp De acordo com especialistas, o risco de doenças cardiovasculares aumenta significativamente a partir dos 50 anos, especialmente após a menopausa. A queda nos níveis de estrogênio reduz uma proteção natural do organismo feminino contra problemas cardíacos, o que pode favorecer o surgimento de complicações como o infarto. Coração Freepik Além das mudanças hormonais, fatores como hipertensão, diabetes, sedentarismo e obesidade contribuem para o aumento dos casos. Mulheres entre 60 e 69 anos concentram tanto o maior número de ocorrências quanto os quadros mais graves. A mudança do estilo de vida da população também é outro fator importante. "As mulheres passaram a fazer mais funções, além da casa, do trabalho, o estresse, a mudança no estilo de vida fez com a aterosclerose aumentasse na mulher", considera o médico cardiologista Itamar Ribeiro. Estudos científicos indicam que a reposição hormonal com estrogênio, quando indicada e acompanhada por profissionais de saúde, pode reduzir em até 19% o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O tratamento, no entanto, deve ser avaliado caso a caso. "Qualquer médico ginecologista pode fazer essa prescrição, ou um endrocinologista. Você tem nos hospitais universitários, na rede básica de saúde, nas UBS, médicos que podem ajudar. Se a mulher está na menopausa, tem um histórico de risco cardiovascular, deve procurar um especialista para prescrever da forma mais adequada seu hormônio", diz a médica ginecologista Rosana Rebelo. O histórico familiar também é um fator de atenção importante, assim como sintomas que nem sempre são facilmente associados a problemas cardíacos. Em mulheres, sinais como dor no peito irradiando para a mandíbula, cansaço excessivo e desconfortos atípicos podem indicar um infarto. Especialistas reforçam que o acompanhamento médico regular, aliado a hábitos de vida saudáveis, é fundamental para reduzir os riscos. A orientação é buscar atendimento ao perceber qualquer sinal diferente no corpo, já que o diagnóstico precoce pode ser decisivo para salvar vidas. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN

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