MP apura neutralidade política nas polícias do RN após participação de vereadores em operações

Ministério Público cobra neutralidade das forças policiais nas eleições O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um procedimento para apu...

MP apura neutralidade política nas polícias do RN após participação de vereadores em operações
MP apura neutralidade política nas polícias do RN após participação de vereadores em operações (Foto: Reprodução)

Ministério Público cobra neutralidade das forças policiais nas eleições O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um procedimento para apurar providências adotadas pelas forças policiais do Estado para assegurar a neutralidade política de suas atividades no período eleitoral de 2026. A medida foi tomada após vereadores de Natal e Mossoró participarem de ações das forças de segurança que depois foram divulgadas nas redes sociais. Segundo o MP, os dois parlamentares têm intenção de disputar a eleição deste ano. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp No despacho divulgado nesta terça-feira (2), o MPRN lista dois episódios recentes envolvendo o vereador de Natal Robson Carvalho e o vereador de Mossoró Cabo Deyvison como exemplos deste tipo de atuação. Segundo o MP, os dois participaram de diligências policiais e utilizaram as ações como propaganda eleitoral. Carvalho negou que estivesse em campanha e afirmou que estava trabalhando na ação. Já Cabo Deyvison disse que apenas repassou informações, mas não acompanhou as diligências (veja o que eles disseram abaixo). Ministério Público do Rio Grande do Norte MPRN sede fachada frente Divulgação/MPRN No texto, o promotor Wendell Beetoven Agra afirma que as polícias devem atuar como instituições de Estado, sem preferências político-partidárias ou ideológicas. Segundo ele, o aparato policial não pode ser utilizado para promover ou prejudicar grupos políticos. Um dos eventos citados ocorreu em Natal, no dia 21 de maio. Segundo o MP, o vereador Robson Carvalho acompanhou e filmou uma ação que resultou na prisão em flagrante de uma mulher suspeita de maus-tratos a animais. As imagens foram publicadas nas redes sociais do parlamentar. O MP reforça que Robson já manifestou a intenção de disputar as eleições deste ano e tem a causa animal como uma de suas bandeiras políticas. O segundo caso aconteceu em Mossoró, no dia 28 de maio. De acordo com o MP, o vereador Cabo Deyvison participou de uma ocorrência da Polícia Militar que terminou com a prisão de três homens por suspeita de organização criminosa e posse ilegal de armas. Ainda conforme o despacho, o parlamentar divulgou vídeos usando colete balístico e afirmou ter participado da operação. O documento cita que o vereador se apresenta como pré-candidato. As políciais Militar e Civil do RN informaram que não vão se pronunciar sobre o assunto. O que o MP vai apurar A investigação não tem como alvo os vereadores, mas as medidas adotadas pelas corporações para garantir a neutralidade política da atividade policial. O MP deu prazo de dez dias para que as corregedorias da Polícia Civil, da Polícia Científica e da Polícia Militar informem quais providências foram tomadas em relação aos agentes envolvidos nos dois episódios. Também foram solicitadas informações aos comandos da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Polícia Penal sobre ações adotadas para evitar o uso indevido da imagem institucional das corporações durante o período eleitoral. O que dizem os citados Em nota, o vereador Robson Carvalho afirmou que ação foi uma medida de proteção animal e que não foi formalmente notificado pelo Ministério Público. Carvalho disse que tomou conhecimento do assunto por meio da imprensa. Segundo ele, a participação ocorreu durante o exercício do mandato e que a presença da polícia teve caráter de segurança para a equipe envolvida na ocorrência. "Usar a presença de agentes de segurança numa ação legítima de fiscalização como argumento de propaganda eleitoral nos parece uma interpretação equivocada. O vereador não estava em campanha. Estava trabalhando", diz trecho da nota. Já o vereador Cabo Deyvison afirmou que não participou da execução da operação citada pelo Ministério Público. Segundo ele, a atuação se limitou ao repasse de informações recebidas de moradores e comerciantes da região aos policiais militares antes da ação. O parlamentar também afirmou que não acompanhou as diligências, não entrou nos imóveis alvo da operação e não esteve presente nos locais das prisões. De acordo com a nota, os vídeos divulgados nas redes sociais registram apenas a entrega das informações à polícia. "A colaboração com as forças de segurança pública não configura intromissão em operação policial, mas sim exercício do dever cívico e do mandato popular", afirmou em nota. Vídeos mais assistidos do g1 RN

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