Operação prende suspeitos de sequestrar influencer Gabriel Spalone em disputa por R$ 70 milhões em criptomoedas

Operação do MP e polícia mira sequestradores de operador de criptoativos Uma operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prende...

Operação prende suspeitos de sequestrar influencer Gabriel Spalone em disputa por R$ 70 milhões em criptomoedas
Operação prende suspeitos de sequestrar influencer Gabriel Spalone em disputa por R$ 70 milhões em criptomoedas (Foto: Reprodução)

Operação do MP e polícia mira sequestradores de operador de criptoativos Uma operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (7) quatro suspeitos de participar do sequestro do empresário, influencer e operador de criptomoedas Gabriel Spalone em 2025. Segundo a investigação, Spalone havia sido sequestrado pelos criminosos porque estava devendo R$ 70,8 milhões a eles. O valor foi dado pelos bandidos para o influenciador digital comprar criptomoedas e lavar dinheiro para o grupo. Mas o banco bloqueou o montante, que ficou retido. Spalone é réu na Justiça por furto qualificado e associação criminosa pelo desvio ilegal de mais de R$ 146 milhões de um banco, via PIX, no ano passado. Após ter sido preso pelas autoridades, o influenciador digital foi solto neste ano para responder aos crimes em liberdade. O infuencer havia sido sequestrado em fevereiro do ano passado, quando foi abordado pelos criminosos no Shopping Cidade Jardim, na Zona Sul da capital paulista. Eles o levaram para um cativeiro num sítio em Santa Isabel, na Grande São Paulo, onde foi agredido e ameaçado para conseguir reaver a quantia milionária. A ação desta terça, chamada de "Criptonita" é um desdobramento das investigações que identificaram mais envolvidos no crime de sequestro e extorsão contra Spalone. O 34º Distrito Policial (DP), no Morumbi, na Zona Sul da capital paulista, apurou que parte do dinheiro investido e depois cobrado pela quadrilha vinha do furto de R$ 146 milhões contra um banco. O valor foi bloqueado por instituições financeiras, o que motivou a ação violenta do grupo contra o operador. Os bandidos que sequestraram a vítima estavam cobraram dela o pagamento do dinheiro. Parte do grupo foi presa no ano passado, quando o homem acabou libertado pela polícia. Prisões em Natal e Indaiatuba Operação contra quadrilha especializada em extorsão e sequestro cumrpriu mandados no RN Polícia Civil/Divulgação Dos cinco mandados de prisões temporárias decretados pela Justiça, quatro foram cumpridos até a última atualização desta reportagem. Entre os presos está um guarda civil municipal de Indaiatuba, no interior paulista. Outra prisão ocorreu em Natal, capital do Rio Grande do Norte. A polícia e o MP pediram as prisões dos alvos por 30 dias por entender que são medidas necessárias para a continuidade das investigações. Os nomes dos presos não foram divulgados. As ações ocorrem na capital paulista, Grande São Paulo, e regiões de Campinas e Sorocaba, ambas no interior do estado, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ao todo, 54 policiais civis foram mobilizados, incluindo equipes especializadas do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Grupo Especial de Reação (GER), da Polícia Civil. Também participam agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. Veículos esportivos de luxo Viatura da Polícia Civil de São Paulo Reprodução/SSP-SP Há ainda outros 13 mandados de busca e apreensão para serem cumpridos nos endereços dos investigados. Foram apreendidos três veículos esportivos de luxo: um carro Porsche, uma picape Nissan Frontier e uma moto Kawasaki. Também foram recolhidos celulares, notebook e máquina de contar dinheiro. O poder judiciário ainda autorizou a quebra do sigilo de mensagens telefônicas para identificar a estrutura completa da organização. Os criminosos simularam a venda de um site de apostas para justificar as transferências e coagiram o operador a fornecer senhas bancárias e de seus aparelhos celulares. De acordo com a investigação, os suspeitos mencionaram ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).  Informações obtidas nos celulares apreendidos revelam o planejamento prévio do crime, incluindo mensagens sobre o monitoramento do corretor. A troca de mensagens detalha o uso de veículos de luxo e o ajuste para "dar um pau" na vítima. O chefe do grupo já foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) e do CyberGaeco do MP por fraudes eletrônicas semelhantes.

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